O Processo da Morte: Como Viver Esse Momento com Amor e Consciência

A morte é um processo sagrado e que deve ser vivido com respeito, atenção e cuidado. A rotina pede outro ritmo neste tempo de cuidado, e está tudo bem as prioridades mudarem um pouco enquanto a vida se transforma, reordena e se reorganiza. A morte não é um fenômeno que deve ser idealizado de qualquer forma; ela segue um curso natural que está aquém de qualquer controle maior sobre si. Às vezes se adia, mas nunca se evita. E encarar a inevitabilidade dela com respeito, atenção e cuidado é um gesto de amor.
Então, a prioridade nestes momentos é amar, como nunca antes foi possível ou necessário na relação. E, para amar tanto, por vezes precisamos abrir mão de algum controle, de alguns desejos ou de algumas expectativas, pois o processo de morrer, assim como o de renascer, precisa de seu próprio espaço e tempo para acontecer. Então, liberte-se das amarras invisíveis das exigências que seu próprio ego define como importantes ou até mesmo prioritárias.
O que, de fato, é prioridade neste momento? Dinheiro, rotina, saúde ou relacionamento? O contexto do processo de morte e morrer precisa ser acolhido como parte do processo natural da vida. Não adianta forçar algo que não cabe durante este momento. E não estou dizendo que essas coisas todas não são importantes, mas que a vida precisa respeitar outro ritmo durante esse processo — e vai ficar tudo bem.
Com o tempo e as transformações inevitáveis, a vida vai seguir seu curso e continuar se transformando sempre que for necessário mudar. Nada permanece estático; tudo se transforma e se movimenta. Aceitar e compreender, além de respeitar, esses fluxos, necessidades e momentos faz parte de seguir o fluxo da experiência de viver neste mundo encarnado.
Controle rígido gera sofrimento. Aprender a flexibilizar, como a água, ajuda a fluir na vida e a chegar onde se quer e onde se precisa chegar. Aproveitar mais esse momento precioso também ensina a viver o processo de morrer com mais respeito e sabedoria. Então, não ignore a importância da morte, mas aprenda com ela a encerrar ciclos para que se possa nascer outro.
Ainda assim, tome seu tempo, respeite seu processo e também se cuide e se acolha, respeitando seus limites e necessidades, enquanto faz o melhor que pode dentro das suas possibilidades.
Àṣẹ!
Reflexões e Canalizações por MB.
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